Se é verdade que ainda hoje se encontram autores que concebem a paisagem como o produto de processos naturais, deve referir-se que os autores que, durante as últimas décadas, mais influenciaram os campos da geografia (Jackson, Cosgrove, Daniels), da antropologia (Ingold, Bender), da história das religiões (Eliade), da arqueologia (Tilley, Darvill, Edmonds, Thomas), da história de arte (Gombrich) e da arquitectura paisagista (Girot, Claramunt, Clément) optaram por colocar a ênfase na paisagem enquanto conceito cultural e social, sensível ao curso da história.

Em palavras de Marc Claramunt:

“A paisagem não é a natureza porque ela é sempre o resultado de uma transformação que acumula os sinais da própria história. A paisagem é um projecto, uma criação que se refere sempre ao habitat humano.”