Bulldozers em pleno acto de desflorestação ilegal, Paraguai, 2011, Survival International

Enquanto as boas consciências do Ocidente dormitam (e levitam por um mundo de fantasia) com o som de fundo da televisão, no planeta, como de costume, faz-se história. Milhares de episódios contraditórios e irreversíveis convivem na sincronia do presente, dando forma ao amanhã. Num dia só, faz-se muita história. No noticiário é que nem vê-la.

No Paraguai, a última tribo não amazónica da América do Sul ainda não contactada pela ‘nossa’ civilização (sim!, ainda existem tribos não contactadas no mundo) confronta-se a cada minuto que passa com o genocídio, a extinção. Neste caso, o processo de destruição sistemática e metódica de um grupo étnico pelo extermínio dos seus indivíduos realiza-se, antes de mais, pela destruição da sua paisagem.

Enquanto discutíamos Liga Europa e direitos humanos no café, a Survival International descobria uma nova desflorestação, agora de quatro mil hectares, na região cada vez mais desolada e inóspita habitada pelos Ayoreo-Totobiegosode. 

O resultado geográfico apocalíptico das bulldozers que abriram caminho aos prados que irão alimentar as ‘nossas’ bifanas e hambúrgueres pode ser visto aqui: http://www.survivalinternational.org/news/7187?utm_source=Survival+International&utm_campaign=9c782101d2-E_news_May_2011_5_5_2011&utm_medium=email .

Quando comerem o vosso bifinho pensem nisto.