… devo reconhecer o bem enorme que as radiações emitidas pelas antenas e pelos próprios aparelhos trouxeram à saúde da humanidade, bem como a maravilhosa possibilidade que os pequenos aparelhos nos dão para dizermos, quando vamos de viagem, o imprescindível “tou quase a chegar”, ou, quando andamos à procura de alguém em qualquer lado, o vital “onde é que estás?!”.

O telemóvel permite-nos localizar geograficamente o nosso próximo, acompanhando em directo os seus trilhos e aventuras do quotidiano e aumentando assim decisivamente a nossa felicidade interior.

Graças ao telemóvel, todos podemos ser, simultaneamente, polícias e alvos de policiamento: “onde é que andas? com quem estás? a que horas vens?”. O controlo é agora TOTAL, estendeu-se a toda a parte.

Por tudo isto, parece-me logicamente muito bem que espalhem antenas POR TODO O LADO, aumentando os campos electromagnéticos em redor dos nossos corpos e embelezando significativamente as nossas paisagens.

Antenas para os imprescindíveis telemóveis, Paris, 2000, Arnaud Olszak / Le Figaro