João Bernardo é um pensador importante para compreender alguma coisa dos dias que correm, bem como de dias passados. No entanto, em dois textos recentes (este e este), onde se diverte a atacar o seu Diabo, a ecologia, e a defender o seu Deus, a indústria, João apresenta uma tese que tem tanto de inovadora como de delirante: “os adubos químicos produzidos industrialmente (…) são bons para a saúde.” Justifica-o com o seguinte raciocínio: o uso generalizado de venenos químicos na agricultura tem coincidido com a diminuição da taxa de mortalidade e o aumento da esperança média de vida; logo, os venenos químicos são bons. A argumentação é muito pobre para quem costuma ter a pretensão de fazer-se passar por expert dos temas que aborda. Estabelecer uma relação causa-efeito daquela ordem é do campo do delírio mais fanático.

Convido os meus leitores a visitarem as caixas de comentários desses 2 textos, onde se vão gerando interessantes debates.