Autóctones na América do Sul, os jacarandás ajudam a definir a paisagem de cidades como Buenos Aires ou Montevideo.

Debaixo de um jacarandá, Lisboa, 2012, Andrea Morgenstern

Como tantas outras importações que marcam a paisagem da nossa elegante Lisboa, também por cá eles revelam os seus encantos. Principalmente nesta época do ano, em que o azul violeta das suas flores introduz novas tonalidades no céu ou simplesmente salpica, a pinceladas grosseiras, as calçadas que pisamos.

Jacarandás com o Tejo e o céu como fundo, Lisboa, 2012, Andrea Morgenstern

As sombras dos seus ramos produzem pinturas efémeras no chão, cuja beleza desconcertante (não será, aliás, toda a beleza efémera desconcertante para o homem [sempre obcecado em conservar ad aeternum ‘o belo’ nos seus museus]?) leva facilmente à loucura todo aquele que se disponha a entregar-se livremente à sua linguagem sem idioma, a mesma que apenas os grandes improvisadores também conseguem criar na sua música:

Sombreado improvisado por jacarandá, Lisboa, 2012, Andrea Morgenstern