Flores de tipuana, Évora, Andrea Morgenstern, 2012

Seja pela perda de folhas ou de flores, as árvores das nossas cidades introduzem uma dimensão de sazonalidade aos pavimentos urbanos. Adicionam assim uma camada de ‘natura’ à ‘cultura’.

Flores de tipuana, Évora, Andrea Morgenstern, 2012

A pedra, material que resiste como nenhum outro às intempéries do clima e, fundamentalmente, da história (como pareciam aliás saber os nossos antepassados do Neolítico) perde a sua pureza; dilui a sua autoridade. É a vida espontânea, descontrolada, irreverente que, distribuída e guiada pelo vento, a contamina.

Flores de tipuana, Évora, Andrea Morgenstern, 2012

A matéria criada pelo homem não pode furtar-se ao confronto com a matéria que ele não domina. E quão belos costumam ser os frutos deste confronto.