É difícil responder a uma questão aparentemente tão simples. Nesta série de posts vou dando um singelo contributo. (Espero que haja por aí alguém com tempo para ir aprofundando melhor  a coisa. Ela merece.)

Uma paisagem característica alemã, Odenwald, 2012, Pedro Duarte

Cada paisagem pode ser vista de maneiras muito diferentes por pessoas diferentes. Se tem uma clara presença física e sensível, determinada tanto pelas condições do clima, da geografia, da botânica ou da geologia – que faz com que a sua textura possa ser experienciada com os cinco sentidos do corpo humano –, a paisagem varia de acordo com os significados que lhe são atribuídos e com as formas como é mentalmente representada por aqueles que a usam. Ela dá assim aso à criação de diversos textos – “the first human texts, read before the invention of other signs and symbols” (Anne Spirn).

O Manuel e a paisagem alemã, Odenwald, 2012, Pedro Duarte

Na medida em que estes textos não são universais mas culturalmente específicos, variando em função das culturas em que estão integrados, a ambiguidade e a polémica convertem-se em duas das características determinantes da paisagem.

O Jurgen e a paisagem alemã, Odenwald, 2012, Pedro Duarte