Fechei 2012 com a Garbage City, habitada pelos Zabbaleen, os recolectores/recicladores das toneladas de lixo diariamente produzidas no Cairo.

Abro 2013 no outro pólo desta mesma história feita de desperdícios e de poluição sobre as paisagens do planeta azul: vários governos mundiais (mas nenhum desse grande farol do mundo que é a União Europeia) decidiram recentemente interditar os sacos de plástico nos seus territórios: Haiti, Mali, Mauritânia são alguns exemplos.

Poupar o estômago de mamíferos marinhos à experiência trágica de ter de lidar com algum dos milhares de milhões de sacos de plástico que voam para os oceanos, aí formando verdadeiros arquipélagos, é apenas um dos muitos argumentos que legitimam essa interdição.

O império do plástico algures numa praia asiática, Zuma Press

O império do plástico algures numa praia asiática, Zuma Press

Nos países ricos, a câmara de Toronto, no Canadá, tomou medidas no mesmo sentido, mas teve de rever as suas pretensões, por recear processos judiciais desencadeados pela poderosa indústria do plástico e por associações de comerciantes. De um modo geral, nos países ricos a ‘guerra’ ao saco de plástico limita-se a uma taxa aplicada sobre cada saco.

Menos sensíveis às pressões do mercado, são governantes de países do Sul que mostram aos do Norte como é que se garante o futuro da vida no planeta azul.