O urbanismo tem funcionado, nos mais diversos contextos geográficos e históricos, como uma técnica normalizadora ao serviço de quem exerce o poder. É assim nos subúrbios de qualquer metrópole: trata-se de uma técnica vital para disciplinar sociedades complexas, para domar a sua perigosa ‘vontade de liberdade’.

Israel usa o urbanismo de um modo radicalmente novo: para ocupar massivamente territórios previamente confiscados e destruídos. Para colonizar. O poder do urbanismo é aqui usado, não contra meros indivíduos atomizados como os que habitam os subúrbios das grandes metrópoles, mas contra todo um povo em conjunto.

O urbanismo é aqui um acto de guerra.

Enclave palestiniano (Habla) vs colonato judeu (Matan-Yahriv)

Enclave palestiniano (Habla) vs colonato judeu (Matan-Yahriv)

Colonato israelita em solo palestiniano, Baz Ratner / Reuters

Colonato israelita expande-se sobre solo palestiniano, Baz Ratner / Reuters

Construção de colonato judeu às portas de Jerusalém, http://apjp.org/israel-spent-nis-11-billion-on/

Construção de colonato judeu às portas de Jerusalém, http://apjp.org/israel-spent-nis-11-billion-on/

O colonato de Abu-Ghinim em construção

O colonato de Abu-Ghinim em construção, http://apjp.org/israel-to-build-new-homes-on-o/

O colonato de Har-homa em construção, Linda Forsell

O colonato de Har-homa em construção, Linda Forsell

“It is not just the homeland of certain people that you are destroying—not just the private houses of certain families—but also the landscape. Some of these villages go back thousands of years. You can change your name, you can change your religion, you can change your identity, but your relationship to the land you cannot change.” Nazmi Ju’beh