Não é preciso muito dinheiro para investir na transformação da experiência que os transeuntes possuem da cidade onde vivem.

É justamente quando o capital, com a sua lógica da multiplicação infinita, deixa de ser o actor central da urbe, que esta mais se abre à imaginação e à fantasia. Ora, não é por acaso que o espaço urbano de Berlim, cidade das mais endividadas da Alemanha e possivelmente de toda a Europa, tem sido alvo de intervenções que, embora muito pontuais, transformam profundamente a vida na urbe, dando-lhe perspectivas e possibilidades novas.

Estrado de madeira inserido em canteiro, Berlim, 2012, Andrea Morgenstern

Estrado de madeira inserido em canteiro, Berlim, 2012, Andrea Morgenstern

Algum do melhor mobiliário urbano não predefine à partida os seus possíveis usos. É o caso de uns estrados de madeira que estão a aparecer em vários pontos da capital alemã, nomeadamente em Prenzlauer Berg, que é de onde provêm os exemplares que as fotos procuram ilustrar.

Caracterizam estes estrados precisamente uma enorme capacidade de se moldarem e apresentarem utilidade variada, uma notável flexibilidade que advém do facto de poderem ser aproveitados de diferentes maneiras por diferentes pessoas.

Estrado em recanto de jardim, Berlim, 2012, Andrea Morgenstern

Estrado em recanto de jardim, Berlim, 2012, Andrea Morgenstern

Estrado em acção, Berlim, 2012, Andrea Morgenstern

Estrado em acção, Berlim, 2012, Andrea Morgenstern