Ao contrário de Lisboa, em Berlim existe mobiliário urbano interessante sem acabar. Um motivo apenas, entre tantos outros, que fazem da capital alemã a melhor cidade europeia para se viver (perdoem-me os leitores londrinos deste blog) – apesar do boom recentemente verificado na especulação imobiliária em bairros que há menos de uma década estavam acessíveis a todas as classes sociais, incluindo aquela a que eu pertenço.

Há um banco que todos em Prenzlauer Berg conhecem e que é muita coisa ao mesmo tempo: cómodo, prático, moderno, clássico, artificial, natural, orgânico, robusto, airoso…

Praticamente sozinho, este banco define um lugar. Um lugar aos esses…

Banco em ziguezague, 2008, Andrea Morgenstern

Banco em ziguezague, Berlim, 2008, Andrea Morgenstern

O banco arrasta-se como uma serpente, o que não deixa de ser curioso: trata-se de um local para o repouso, ou seja, para acolher a inibição de movimento, mas que tem um movimento, um balanço, um ritmo muito próprio.

Banco..., Andrea Morgenstern

Banco…, Andrea Morgenstern

E eis que, ao mais pequeno sinal de vida dado pelo Sol, o banco se torna um inevitável ponto de atracção para as vidas de centenas de berlinenses.

Banco..., Andrea Morgenstern

Banco…, Andrea Morgenstern

Banco..., Andrea Morgenstern

Banco…, Andrea Morgenstern

Banco..., Andrea Morgenstern

Banco…, Andrea Morgenstern

Banco..., Andrea Morgenstern

Banco…, Andrea Morgenstern

Banco..., Andrea Morgenstern

Banco…, Andrea Morgenstern