E eis que, no meio da maior miséria, ela irrompe:

“(…) o chão era em cimento, era muito insalubre, depois quando chovia os pais tinham que se levantar porque com a degradação das casas já nos chovia em cima. Punham plástico. Foram realmente uns anos dramáticos (…) A nossa felicidade existia porque nos dávamos muito bem com todos [no bairro]”.

Relato de Jorge Fonseca, sobre o seu passado no bairro da Relvinha em Coimbra (nos anos 50/60), recolhido por João Baía e publicado em ‘SAAL e autoconstrução em Coimbra’ (pág. 54), 2012, edição 100 Luz.

(A experiência diz-me que, no meio do isolamento a que conduzem o luxo e do fausto, a felicidade se converte num bem mais raro…)