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A violência policial (exemplificada no célebre e bárbaro espancamento de Rodney King) foi apenas o rastilho para uma das maiores e mais espantosas ocupações de paisagens da contemporaneidade.

O vídeo evidencia o espanto dos jornalistas (maioritariamente brancos, classe média) perante a naturalidade com que os afro-americanos (que fazem os motins) ignoram a legalidade e a polícia, para se tornarem momentaneamente os únicos donos dos seus bairros, onde se apoderam de forma selvagem e espontânea de paisagens e mercadorias. As paisagens operam aqui como palco para celebrar uma identidade (maioritariamente afro-americana, excluída, subjugada) e comunicar uma fúria e um ódio acumulados ao longo de gerações.

Talvez o melhor vídeo para revivermos os factos seja este:

Um ano após a revolução, uma herdade é ocupada no Ribatejo. Nascia assim uma comuna singular que um realizador alemão acompanhou durante os seus primeiros 8 meses. A comuna haveria de durar até 1979. Os comunistas de então, como afirma Thomas Harlan, o realizador do filme, “nunca deixaram de denunciar a comuna como ‘um exemplo a não seguir’.” O que revela bem a sua singularidade.

É um dos mais fabulosos documentários da história do cinema.” Paulo Branco

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“Alors que 860 millions de personnes sont victimes de malnutrition, et que la fin du siècle comptera 2,5 milliards de bouches supplémentaires à nourrir, la moitié des denrées alimentaires produites dans le monde est aujourd’hui gaspillée. C’est la triste conclusion du rapport Global Food ; Waste Not, Want Not publié jeudi 10 janvier par l’Institution of Mechanical Engineers (IME), l’organisation britannique des ingénieurs en génie mécanique.”

(Audrey Garric, hoje no Le Monde; leia o artigo integral aqui)

 

E mais ninguém poderá duvidar de que os Senhores da política e da economia estão preocupados em tomar as suas competentes decisões em função dos superiores interesses da Humanidade.

Porque estamos em boas mãos, a passividade poderá prolongar o seu sono, calmo e seguro.

Um interessante documentário revela-nos o que os média diariamente nos escondem: o despertar islandês.

Vale a pena ver aqui o documentário que examina minuciosamente a árvore genealógica da grande família que domina o centro do poder (económico e político) contemporâneo em Portugal.

Um post para os cépticos dos poderes da paisagem. (A propósito dos posts anteriores.)

(Para ver o vídeo basta clicar sobre o título abaixo.)

Napalm Death – Live Corruption 1990

Porque é que esta forma de arte com uma estética tão extrema surgiu e se desenvolveu nas metrópoles e nos subúrbios industrializados do Ocidente (Europa do Norte e América do Norte)? Que relação têm estas paisagens com aquela estética? Será que alguma da violência da música vem da paisagem?

“The world is not a pleasant place”, ouve-se no final deste interessante documentário.