Favela sobre antiga ferrovia, Manila, 2007, Kounosu

Mike Davis deu este título ao seu livro magistral sobre a favelização do planeta, realidade que afecta 1 em cada 6 humanos, mas que é totalmente ignorada por economistas, jornalistas e políticos. O espectáculo que inunda os quiosques, as televisões e a internet tão pouco lhe presta qualquer segundo de atenção.

Isto é um rio! (que corre por baixo do lixo), Rio Citarum, Indonésia, sem data, foto: EPA

Duas décadas de neoliberalismo selvagem enriqueceram as elites como nunca antes. Mas fizeram com que de um mundo muito pobre, assente sobre a agricultura de subsistência, passássemos para um mundo miserável, assente sobre a vida em favelas ancoradas sobre metrópoles que cada dia se tornam mais desiguais e monstruosas.

Um banho no rio, Rio Yamuna, Índia, sem data, Manan Vatsyayan

O FMI e o Banco Mundial têm incrementado políticas pelo mundo fora que estão a gerar o maior monstro da história humana: a súbita e imparável favelização do planeta – gente sem água potável, sem latrinas onde mijar, sem hortas para comer, que não pode dormir descansada em casas inflamáveis, sempre prontas a desaparecer do mapa sem deixar outro rasto para lá da cinza.

Raramente um disco de música pop me toca, tão insensível sou. Aconteceu com este.

(Tocou-me, não exactamente lá no fundo, mas algures…)

COMUNICADO DE IMPRENSA

Crise da Biodiversidade: Mediterrâneo é a zona mais rica da Europa e aquela com mais espécies ameaçadas

 

Uma análise da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza), de que a LPN é membro, revelou algo para que há muito vínhamos chamando a atenção: a zona mais biodiversa da Europa, o Mediterrâneo, está a ser fortemente impactada pela actividade humana e é nos países desta região que há maior quantidade de espécies ameaçadas. Portugal, Grécia e Espanha são os países com maior proporção de espécies ameaçadas de extinção: 21% das 2032 espécies avaliadas em Espanha estão ameaçadas, 15% das 1215 espécies avaliadas em Portugal estão ameaçadas e 14% das 1684 espécies avaliadas na Grécia estão ameaçadas. (…) A análise de IUCN debruçou-se sobre a Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas da Europa e conclui que a União Europeia tem muito trabalho pela frente para poder cumprir os objetivos da Estratégia para a Biodiversidade de 2020. Das espécies em extinção no continente distinguem-se os grupos: 59% dos moluscos de água doce, 40% dos peixes de água doce, 23% dos anfíbios, 22% dos moluscos terrestres e 20% dos répteis. Entre as principais causas de ameaça às espécies está a perda, fragmentação e degradação dos habitats devido à expansão agricola intensiva e híper-intensiva, expensão urbana, abandono de sistemas agrícolas de Alto Valor Ambiental (montados, estepes cerealíferas, pastagens extensivas, prados de montanha, olivais extensivos) construção de barragens e poluição das águas. A intensificação agrícola, reconstrução industrial e desregulamentação da legislação ambiental são algumas das apostas mais fortes para a recuperação económica nos países com maior biodiversidade, mas que mal feita e desordenada mais põe em causa as espécies ameaçadas na Europa. Os danos causados à maior riqueza que se encontra nesses países serão irreversíveis e de valor incalculável a médio-longo prazo. A LPN chama por isso a atenção a este importantíssimo estudo que deve ter um peso bastante relevante para as opções económicas a ser escolhidas pelos governos europeus. A riqueza de biodiversidade é um valor inestimável, com serviços prestados aos ecossistemas naturais e humanos, às actividades agrícolas e florestais, ao turismo e à saúde pública. Lançar países em projectos que acelerarão a destruição destes valores naturais é retirar às gerações futuras o património natural que herdámos das gerações passadas, inviabilizando também o futuro dos países em causa. A aposta na conservação e na promoção da riqueza ambiental é um caminho importante a escolher nas soluções para a crise económica.

A Direcção Nacional da Liga para a Protecção da Natureza Lisboa, 9 de Maio de 2013

Sao Paulo, Felipe Sahd, 2009

São Paulo, 2009, Felipe Sahd (via flickr)

, nanjing, 2005

Nanjing, China, 2005, Dieter Weinelt (via flickr)

Martin franke

Nanjing, China, 2005, Martin Franke (via flickr)

Lagos, Nigeria

O que seria dos carros, viadutos e auto-estradas, e de tantas outras vedetas das nossas paisagens, se assim não fosse?

Mas onde iremos um dia ocupar todas estas pessoas completamente normais, com muito cérebro e pouca estética, quando “os ganhos de produtividade, a deslocalização, a mecanização, a automatização e a digitalização da produção progrediram de tal modo que reduziram a quase nada a quantidade de trabalho vivo necessário à confecção de cada mercadoria” (Comité Invisible)?

[parece que a Católica removeu do Youtube o vídeo sobre a Católica]

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A especulação promovida pelo capital anónimo está-se a virar massivamente para as plantações de eucaliptos no Brasil. O capitalismo produz desertos, bem sabemos, e alguns são verdes. Um site especializado neste género de investimentos explica os atractivos da coisa:

Greenwood Forestry Investments

Forestry investments have become a popular focus of investment over a number of years due to the favourable return/risk profile…

  • A low to negative correlation to other traditional markets offers ideal portfolio diversification
  • Forestry is an extremely good inflation hedge that has typically risen at 3.3% above the rate of inflation for over 100 years
  • Returns driven by biological growth, not by market sentiment

How it works:

  • Say you invest approximately $6-8* per tree
  • As the trees grow, they increase in size and value
  • At harvest the trees can be cut and sold for between $25-30* per tree
  • You do the maths!

Investment:

Why does forestry investment perform so well?

  • Trees do not pay attention to market sentiment
  • Trees physically grow, increasing in size and value
  • Timber is a finite resource and global commodity
  • There is a multitude of end user markets that rely on timber
  • Timber does not have to be harvested if the market prices are down

A wide range of available direct forestry investments for smaller investors into large scale projects starting at under €10,000.

*Please note that the abovementioned yield rates are based on past performance. Please be aware that the value of investments can not only rise but fall.

Greenwood Management is a Forestry Management Company with plantations in North and South America. About Greenwood Management.

While every effort has been made to verify the accuracy of the information on our website, we recommend that clients seek independent advice before involvement.

Greenwood Management, Omogade 8, 2nd Floor, 2100 Copenhagen O, Denmark.
Greenwood Management is a Danish registered company.
CVR No. 31 62 93 73 Contact Greenwood Management

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Greenwood Management is an established forestry investment company that provides a route to invest in forestry and timber without a large outlay. Although forestry is generally classed as an alternative investment, it is increasingly being regarded as one of the safer asset class investments as it shows resilience through periods of economic uncertainty. The fact that trees increase in volume by between 2 and 8 per cent per year demonstrates tangible growth and a safe haven for investors when stock markets continue to display volatility and interest rates on savings accounts remain low.

The relatively low risk factor of investing in timberland has been attracting many large funds into the industry, as investment managers are aware of several economic drivers that will keep demand for wood and timber products high over the medium term. Not least of which is the huge year-on-year increase in Chinese reliance on timber imports as local production fails to meet the demand caused by the relentless growth of the country’s cities.

Greenwood Management has targeted Brazil for many of its forestry projects as the country not only enjoys scale of access to international markets, but has considerable local demand for wood products. This demand is bolstered by the reliance of Brazil’s huge steel industry on sustainably produced charcoal to fuel its furnaces.

Aqui

Em tempos de crise, acaba de nascer um novo jornal português que permite aos seus leitores conhecer melhor justamente estes tempos de crise, geralmente tão mal explicados pelos média.

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Monsanto, 2008, Txumu (flickr)

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Monsanto, 2009, Andrew Jones (flickr)

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Monsanto, 2012, João Leitão (flickr)

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Monsanto, 2012, João Leitão (flickr)

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Monsanto, 2012, João Leitão (flickr)

JP Nogueira 2009

Monsanto, 2009, JP Nogueira (flickr)

Karlos Garciapons 2012

Monsanto, 2012, Karlos Garciapons (flickr)

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Monsanto, 2013, Moacirdsp (flickr)

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